top of page

Por que tratar só a dor não funciona?

  • ronaldoparpinelli1
  • 16 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Se a dor fosse apenas um problema localizado, bastaria apertar um botão e ela sumiria. Mas quem convive com dor,

ree

seja na coluna, no pescoço, no ombro ou no ciático — sabe que, muitas vezes, ela até melhora por um tempo… e depois volta.

Isso acontece porque tratar apenas a dor não é o mesmo que tratar a causa.


A dor é um aviso, não o problema principal


A dor é uma forma do corpo se comunicar. Ela surge para avisar que algo não está funcionando bem. Pode ser uma sobrecarga, um desequilíbrio muscular, uma alteração postural, um movimento repetitivo ou até mesmo o acúmulo de tensão emocional.


Quando o foco do tratamento é apenas “tirar a dor”, sem entender por que ela apareceu, o alívio costuma ser temporário. É como desligar o alarme de incêndio sem apagar o fogo.


Por que a dor sempre volta?


Existem alguns motivos muito comuns que explicam por que a dor retorna quando é tratada de forma isolada:

• A causa continua ativa: o paciente melhora, mas mantém os mesmos hábitos, posturas ou padrões de movimento que geraram o problema.

• O corpo compensa: ao sentir dor em uma região, o corpo passa a se adaptar, sobrecarregando outras áreas.

• Falta de avaliação global: muitas dores não estão exatamente onde o paciente sente.

• Tratamentos pontuais: massagens, medicamentos ou alongamentos isolados ajudam, mas não resolvem sozinhos.


O resultado é um ciclo conhecido: melhora, piora, melhora de novo… até a dor se tornar crônica.


Dor não é sempre o local do problema


Um erro comum é acreditar que o problema está sempre onde dói.

Na prática clínica, isso raramente é verdade.


Uma dor no ombro pode ter relação com a coluna cervical.

Uma dor lombar pode estar ligada ao quadril, à postura sentada ou até à forma de caminhar.

Uma dor no braço pode ter origem no pescoço.


Por isso, tratar apenas o local da dor é enxergar só uma parte do problema.


O corpo funciona como um sistema


O corpo humano funciona de forma integrada. Músculos, articulações, fáscias e sistema nervoso trabalham juntos o tempo todo. Quando uma parte não funciona bem, outra tenta compensar.


Essas compensações podem funcionar por um tempo, mas acabam gerando dor, rigidez e limitação de movimento.


Um tratamento eficaz precisa observar:

• Postura

• Movimento

• Força e flexibilidade

• Padrões de sobrecarga

• Rotina do paciente


Sem isso, o tratamento fica incompleto.


Alívio da dor é importante — mas não é o fim do tratamento


É importante deixar claro: aliviar a dor faz parte do tratamento, sim.

Ninguém precisa “aguentar dor”.


O problema é quando o tratamento termina no alívio da dor.


O ideal é que o alívio seja o primeiro passo para:

• Corrigir desequilíbrios

• Melhorar o movimento

• Fortalecer o corpo

• Evitar que a dor volte


Quando isso acontece, o paciente não apenas melhora, mas se mantém bem.


O papel da avaliação individualizada


Cada corpo é único. Duas pessoas podem ter a mesma dor, mas por motivos completamente diferentes.


Por isso, a avaliação é essencial. É ela que permite entender:

• De onde vem a dor

• O que está sobrecarregando o corpo

• Quais regiões precisam de atenção

• Qual abordagem é mais indicada


Sem avaliação, o tratamento vira tentativa e erro.


Tratar a causa é investir em qualidade de vida


Quando o tratamento vai além da dor, os resultados são mais duradouros.

O paciente volta a se movimentar melhor, dorme melhor, trabalha com mais conforto e ganha qualidade de vida.


Tratar a causa não significa um tratamento mais agressivo ou complicado. Significa um tratamento mais consciente, estratégico e personalizado.


Conclusão


A dor é um sinal, não o inimigo.

Ignorá-la ou apenas silenciá-la é adiar um problema que tende a crescer.


Se a dor insiste em voltar, talvez o corpo esteja dizendo que o foco precisa ir além do sintoma.


Cuidar do corpo como um todo é o caminho mais seguro para sair do ciclo da dor e recuperar o equilíbrio.


Sobre o autor


Ronaldo Parpinelli é terapeuta integrativo com mais de 10 anos de experiência no cuidado da dor e da saúde musculoesquelética. Atua em Curitiba, à frente do Centro Integrado de Terapias Kanpai, onde desenvolve um trabalho focado na avaliação global do corpo, no tratamento das causas da dor e na promoção da qualidade de vida.


Especialista no atendimento de pacientes com dor lombar, dor cervical, dor no ciático e dores crônicas, Ronaldo acredita que tratar o corpo como um sistema integrado é o caminho mais eficaz para resultados duradouros. Seu método une fisioterapia, massoterapia e acupuntura, sempre com uma abordagem individualizada, humanizada e baseada em evidências.


No seu dia a dia clínico, ajuda pessoas que já tentaram “de tudo para dor” a entenderem que aliviar o sintoma não é o mesmo que resolver o problema, e que o verdadeiro tratamento começa quando se olha além da dor.


🔹 Instagram: @massokanpai

 
 
 

Comentários


Centro Integrado de terapias Kanpai

Rua Alexandrina Thibes de Campos - 423

Tel: 41 - 995971049

  • Instagram
bottom of page