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Liberação Miofascial: O que é, para que serve e porque não é milagre!

  • ronaldoparpinelli1
  • 24 de jan.
  • 3 min de leitura

A liberação miofascial se tornou uma das técnicas mais comentadas nos últimos anos dentro da fisioterapia, massoterapia e até do esporte de alto rendimento. Rolo, bolinha, cotovelo, instrumentos… parece simples, mas por trás dessa técnica existe muito mais ciência e também alguns exageros.


Neste artigo, vamos falar de forma clara sobre o que é a liberação miofascial, suas curiosidades, benefícios reais, críticas importantes e quando ela realmente faz sentido no tratamento.

O que é a liberação miofascial?


A fáscia é um tecido conjuntivo que envolve músculos, ossos, nervos e órgãos. Imagine uma espécie de “teia” que conecta tudo no corpo. Quando essa fáscia perde mobilidade seja por sedentarismo, sobrecarga, estresse, dor ou lesão surgem pontos de tensão, rigidez e desconforto.


A liberação miofascial é um conjunto de técnicas manuais ou instrumentais que busca melhorar o deslizamento dessas fáscias, reduzir tensões e devolver mobilidade ao tecido.


Ela pode ser feita de forma:

• Manual (com as mãos, antebraço, cotovelo)

• Instrumental (ventosas, ganchos, bolas, rolos)

• Estática ou dinâmica

• Local ou em cadeias musculares



Curiosidades que pouca gente comenta


🔹 A dor não é obrigatória

Existe um mito de que, se não doer, não funciona. Na prática clínica, sabemos que a intensidade deve respeitar o tecido e o paciente. Dor excessiva pode gerar defesa muscular e efeito contrário.


🔹 A fáscia é altamente inervada

Muitas vezes o alívio da dor ocorre não apenas por mudanças mecânicas, mas por estímulos neurológicos. Ou seja: o sistema nervoso tem papel central no resultado.


🔹 O efeito pode ser imediato mas temporário

A melhora logo após a sessão é comum, mas se não houver correção de movimento, fortalecimento ou mudança de hábitos, a tensão tende a voltar.



Benefícios reais da liberação miofascial


Quando bem indicada, a técnica pode trazer:


✔ Redução da dor muscular e articular

✔ Melhora da mobilidade e flexibilidade

✔ Sensação de relaxamento profundo

✔ Auxílio na recuperação pós-exercício

✔ Melhora da consciência corporal

✔ Preparação ou complemento para outros tratamentos


Ela funciona muito bem como parte de um plano terapêutico, e não como solução isolada.


As principais críticas (e elas fazem sentido)


Aqui entra o olhar profissional 👀


❌ Não “quebra” aderências

A fáscia não é uma cola endurecida que se rompe com pressão. O discurso de “quebrar nódulos” é mais marketing do que ciência.


❌ Não trata a causa sozinha

Dor lombar, por exemplo, dificilmente se resolve apenas soltando a musculatura. Sem avaliar postura, força, padrão de movimento e rotina do paciente, o efeito é limitado.


❌ Pode virar moda vazia

Aplicar liberação miofascial em todo mundo, do mesmo jeito, sem avaliação, é um erro comum e perigoso.


Então… por que realizar a liberação miofascial?


Porque quando bem aplicada, ela:


✔ Prepara o corpo para exercícios terapêuticos

✔ Reduz dor para permitir evolução no tratamento

✔ Melhora a resposta a outras técnicas (fortalecimento, mobilidade, acupuntura)

✔ Ajuda o paciente a se reconectar com o próprio corpo


Na Kanpai, a liberação miofascial não é um fim, é um meio. Ela entra como parte de um tratamento integrado, respeitando a individualidade de cada paciente.



Liberação miofascial é para todo mundo?


Nem sempre. Pessoas com:

• Inflamações agudas

• Alterações vasculares importantes

• Fragilidade tecidual

• Sensibilidade exacerbada à dor


precisam de avaliação criteriosa antes da aplicação.


Por isso, mais importante do que a técnica em si é quem aplica, como aplica e por quê aplica.


Conclusão


A liberação miofascial não é milagre e isso é uma boa notícia. Ela é uma ferramenta poderosa quando usada com critério, conhecimento e integrada a um plano terapêutico bem estruturado.


No Centro Integrado de Terapias Kanpai, o foco não é apenas aliviar a dor momentânea, mas entender o corpo como um todo e promover resultados reais e duradouros.


Se você sente dores recorrentes, rigidez ou limitações de movimento, uma avaliação profissional é o primeiro passo.


Escrito por Ronaldo Parpinelli

Terapeuta.

 
 
 

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