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Por que o corpo “trava” quando ficamos muito tempo parados? A ciência explica.

  • ronaldoparpinelli1
  • 14 de jul.
  • 3 min de leitura

Você já percebeu que basta passar algumas horas sentado trabalhando, dirigindo ou até assistindo televisão para o corpo começar a ficar duro? Muitas pessoas dizem: “Parece que enferrujei.”


A sensação é tão comum que acabou virando parte da rotina de milhares de pessoas. Mas a verdade é que o nosso corpo não foi projetado para permanecer imóvel por muito tempo.


Entender o motivo dessa rigidez pode ser a chave para prevenir dores na coluna, nos ombros, no pescoço e até nos joelhos.


O corpo foi feito para se movimentar


O ser humano evoluiu caminhando, carregando objetos, subindo terrenos irregulares e realizando movimentos variados durante praticamente todo o dia.


Hoje, a realidade é completamente diferente.


Passamos horas sentados em frente ao computador, dirigindo, usando o celular ou assistindo televisão. Em muitos casos, uma pessoa permanece mais de oito horas praticamente na mesma posição.


O problema é que músculos, articulações e até o sistema nervoso dependem do movimento para funcionar adequadamente.


Quando o movimento diminui, todo o organismo começa a responder.


O que acontece quando ficamos muito tempo parados?


Ao permanecer na mesma posição por longos períodos, várias alterações começam a ocorrer.


Os músculos permanecem contraídos por tempo prolongado para manter a postura. Mesmo que essa contração seja pequena, ela reduz a circulação sanguínea local.


Com menos circulação, chega menos oxigênio aos tecidos e ocorre maior acúmulo de substâncias produzidas pelo metabolismo muscular, aumentando a sensação de desconforto.


Além disso, as articulações recebem menos lubrificação.


Existe um líquido chamado líquido sinovial, responsável por reduzir o atrito entre as articulações. Esse líquido circula melhor justamente quando nos movimentamos.


Quanto menos movimento, menor essa distribuição.


É por isso que, ao levantar da cadeira, muitas pessoas sentem dificuldade nos primeiros passos.


O cérebro também participa dessa sensação


Pouca gente sabe, mas a sensação de corpo travado não acontece apenas nos músculos.


O cérebro monitora constantemente todas as partes do corpo.


Quando uma região permanece imóvel durante muito tempo, o sistema nervoso pode aumentar a percepção de rigidez como uma forma de incentivar o movimento.


É como se o cérebro dissesse:


“Está na hora de mudar de posição.”


Essa é uma resposta completamente natural.


Caminhar é um dos melhores “remédios”


Poucas atividades são tão completas quanto a caminhada.


Ao caminhar, praticamente todas as articulações trabalham em conjunto.


Há movimentação da coluna, quadris, joelhos, tornozelos, braços e músculos estabilizadores.


Além disso, a caminhada melhora:


* A circulação sanguínea;

* A oxigenação muscular;

* A mobilidade das articulações;

* O equilíbrio;

* A coordenação motora;

* O funcionamento do sistema cardiovascular.


Não é por acaso que caminhar é uma das primeiras recomendações feitas por profissionais da saúde para quem deseja prevenir dores.


Pequenas pausas fazem grande diferença


Você não precisa passar horas na academia para cuidar do corpo.


Na verdade, pequenas pausas ao longo do dia já produzem excelentes resultados.


Levantar a cada 50 ou 60 minutos, caminhar alguns minutos, alongar os braços, movimentar o pescoço e os ombros já ajuda a reduzir significativamente a rigidez muscular.


Esses pequenos movimentos “acordam” novamente o sistema musculoesquelético.


O frio piora essa sensação?


Sim.


Durante o inverno, os músculos tendem a permanecer mais contraídos para ajudar o corpo a conservar calor.


Essa contração natural aumenta ainda mais a sensação de rigidez.


Por isso, muitas pessoas acreditam que o frio causa dor.


Na realidade, ele costuma intensificar desconfortos que já existiam.


Quem permanece muito tempo parado durante dias frios normalmente sente o corpo ainda mais rígido.


Como prevenir o corpo travado?


Algumas atitudes simples fazem uma enorme diferença:


* Faça pequenas pausas durante o trabalho.

* Levante pelo menos uma vez por hora.

* Caminhe diariamente.

* Mantenha uma boa hidratação.

* Pratique exercícios regularmente.

* Evite permanecer muito tempo na mesma posição.

* Procure avaliação profissional caso a rigidez seja frequente ou acompanhada de dor intensa.


Quando procurar ajuda?


Se a sensação de rigidez vier acompanhada de dor persistente, perda de força, formigamentos ou limitação importante dos movimentos, é fundamental buscar avaliação com um fisioterapeuta.


Em muitos casos, pequenas alterações posturais, exercícios específicos e terapias complementares conseguem reduzir significativamente os sintomas antes que eles evoluam para problemas maiores.


Conclusão


Nosso corpo foi criado para o movimento. Quanto mais tempo permanecemos imóveis, maior tende a ser a sensação de rigidez, desconforto e dor.


A boa notícia é que, na maioria das vezes, pequenas mudanças de hábito já são suficientes para melhorar a mobilidade, aliviar tensões e aumentar a qualidade de vida.


Lembre-se: o melhor momento para cuidar do seu corpo é antes que a dor apareça. Movimente-se, faça pausas ao longo do dia e, sempre que necessário, conte com a orientação de um profissional para manter sua saúde em dia.

 
 
 

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